quarta-feira, 4 de março de 2015

Enfermeiros alertam que "não é possível cumprir padrão de qualidade"



"A Ordem dos Enfermeiros denuncia o agravamento dos padrões de qualidade na prestação de cuidados.
O alerta surge no dia em que a Ordem promove um debate precisamente sobre a qualidade e a segurança nos cuidados de enfermagem.
Em declarações à Renascença, Bruno Noronha, vice-presidente da Ordem dos Enfermeiros, reafirma que, sem mais profissionais, não é possível assegurar a qualidade dos serviços.
“A sobrecarga de trabalho é tal que se torna humanamente impossível respeitar todos os itens de um padrão de qualidade. Das duas, uma: Ou cuidados de menos pessoas com qualidade óptima ou cuidados de todos com uma qualidade abaixo do desejável. Isto é inaceitável”, afirma Bruno Noronha.
Com os profissionais que existem, actualmente, no Serviço Nacional de Saúde “não é possível cumprir com o padrão de qualidade exigível”, alerta a Ordem dos Enfermeiros.


Bruno Noronha descreve um cenário preocupante, sobretudo nos cuidados de saúde ao domicílio."


Fonte :Radio renascença.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Greve dos Enfermeiros.



"Com uma proposta que passa por admitir 700 profissionais de enfermagem no próximo ano, “não resta outra alternativa e solução que não seja avançar para a greve de 24 e 25 de Setembro”, avançou ao PÚBLICO Guadalupe Simões, da direcção do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), após mais um encontro de negociações com a tutela, que por seu lado lamenta a “banalização” da greve perante a disponibilidade demonstrada para negociar.
Porém, nas contas da dirigente, para o país deixar de ter carência destes profissionais seria necessário contratar mais 6000 enfermeiros para os cuidados de saúde primários e 19.000 para os hospitalares e “estes números não permitem sequer aproximação” nos próximos anos.
O SEP sentou-se nesta segunda-feira de novo à mesa de negociações com o Ministério da Saúde, o Ministério das Finanças e a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). Mas a última oportunidade antes da greve de quarta-feira e de quinta-feira falhou.
Na semana passada já tinha havido um encontro que terminou com o sindicato a acusar a tutela de negociar “com base em nada”.
Até domingo o ministério de Paulo Macedo comprometeu-se a entregar alguns documentos, nomeadamente uma calendarização do plano de contratações de enfermeiros. E cumpriu com alguns deles. Só que Guadalupe Simões considera que “apresentaram alguns compromissos que são na realidade nada”.
Guadalupe Simões explicou que neste ano, de acordo com os documentos apresentados ao SEP, já foram admitidos 585 enfermeiros, estando 344 a aguardar autorização do Ministério das Finanças. “Para 2015 a proposta que nos foi apresentada foi a de admitir 700 enfermeiros, o que claramente não chega. Percebemos que não se podem fazer as contratações todas já, mas com estes valores não resolvemos nada”, afirmou, lembrando que no espaço de ano e meio o Serviço Nacional de Saúde (SNS) viu sair quase 3000 enfermeiros, o que tem agravado a situação de duplos turnos, folgas por gozar e horas extraordinárias.
“No último ano, o Ministério da Saúde tem feito um esforço no sentido de reforçar a capacitação do SNS, tendo sido já autorizados cerca de 600 enfermeiros e estando em fase de contratação mais 400 – o que perfaz um total de cerca de 1000 novos postos de trabalho na área da enfermagem”, reforça, por seu lado, a ACSS num comunicado enviado ao PÚBLICO, em que lamenta a “ausência de acordo entre as partes” e a “banalização da greve” que irá “prejudicar apenas os utentes do SNS”.
Na mesma nota, a ACSS diz que apesar da falta de acordo vai continuar a apostar na abertura de vagas e na implementação da figura do enfermeiro de família, sublinhando que “num contexto de acentuadas restrições orçamentais” isto representa “um esforço significativo”.
Sobre outras das reivindicações da classe, como as carreiras profissionais e o pagamento de horas extraordinárias com o corte imposto em 2012, Guadalupe Simões adiantou que “foi dito que são questões transversais ao Ministério da Saúde que não podem ser resolvidas”. A dirigente do SEP criticou, por isso, que “o Governo não dê autonomia ao Ministério da Saúde para resolver os problemas, pelo que não resta outra alternativa e solução” do que avançar para a paralisação de dois dias.
Ainda a este propósito, a ACSS manifestou-se disponível para “harmonizar o regime remuneratório dos enfermeiros” e contrapõe que “foi manifestada a total disponibilidade do Ministério da Saúde para iniciar o processo negocial tendo em vista a celebração de dois acordos colectivos de trabalho no âmbito da carreira de enfermagem”, assim como para “dar início à concretização da progressão dos enfermeiros para enfermeiro principal, mediante a abertura de concursos para postos de trabalho nesta categoria”.
A greve nacional dos enfermeiros foi anunciada no dia 4 de Setembro, depois de um Verão marcado por paralisações isoladas em várias instituições. Na altura, José Carlos Martins, também da direcção do SEP, afirmou que o protesto foi “determinado pelo Ministério da Saúde”, por se limitar a dar “respostas políticas” às reivindicações da classe.
Na carta de reivindicações estão inscritos vários problemas, que vão da carência generalizada de enfermeiros, ao número de horas extraordinárias com os profissionais a revelarem “exaustão”.
A harmonização de salários de enfermeiros que na mesma categoria ganham 1000 e 1200 euros, o atraso na abertura de concursos para a categoria de enfermeiro principal e os pagamentos de incentivos a quem trabalha nas chamadas unidades de saúde familiar nos cuidados de saúde primários, em atraso desde Julho, são outros dos problemas denunciados."


Fonte: Público

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

GREVE NACIONAL DE ENFERMEIROS.







GREVE NACIONAL DE ENFERMEIROS
24 e 25 DE SETEMBRO - N/M/T/N/M/T
Concentração de Enfermeiros
25/Setembro - Junto ao Min. Saúde



CLICA:
Greve dos Enfermeiros.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Cerca de 90 por cento dos enfermeiros recém-licenciados pedem para emigrar...

"Nos últimos dois anos, cerca de 90 por cento dos enfermeiros recém-licenciados em Portugal manifestaram a intenção de deixar o país. O número é avançado à Antena 1 pela Ordem dos Enfermeiros com base no número de pedidos de declarações que são necessárias para trabalhar no estrangeiro."

"O bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Germano Couto, afirma em entrevista à Antena 1 que abandonam o país 2.800 dos três mil enfermeiros que são formados todos os anos. “Se pensarmos que cerca de 300 enfermeiros se aposentam por ano, estamos com um equilíbrio negativo”, explica.

Para além disso, nos últimos dois anos houve cada vez mais enfermeiros com experiência a emigrar, nomeadamente especialistas. “Estamos a doar mão de obra qualificada quando nós próprios temos falta dela”, remata.".

Infelizmente é esta a situação real deste país.

Pergunto quem cuidará de nós num futuro próximo?...


Fonte: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=720288&tm=2&layout=123&visual=61

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Quarenta horas semanais dos funcionários públicos eis a questão.

 
Em primeiro lugar  quero pedir desculpa por esta ausencia a todos aqueles que visitam este blogue.  A todos um bem haja.
 
 
 
As quarenta horas semanais dos funcionários públicos eis a questão.
 
Eis a questão das quarenta horas semanais, muito se tem dito e muita tinta tem sido gasta à volta desta questão, mas concretamente a imagem detorpada e distrocida que passa é que os funcionários públicos não querem fazer estas quarenta horas, mas a questão é outra, e para que se esclareça são cinco horas semanais não remuneradas o que traduz em  horas vinte mensais, logo ao fim do ano são duzentas e quarenta horas anuais não remuneradas, o que implica uma desvalorização na remuneração do preço hora, ou seja uma maneira muito astuta de baixar salários já por si tão castigados nestes últimos anos, mais desrespeita os contratos assinados legalmente em que consta as 35 horas. Mas neste país vale tudo..., mas como se não bastasse é só para alguns, é a equidade praticada neste pobre país.
Resumindo a questão não são as quarenta horas mas sim o facto de não serem remuneradas, mais simples, é trabalhar de borla, ou seja "roubar " descaradamente quem trabalha.
Espero que as instituições da justiça e os Senhores Juízes corrijam esta injustiça, quarenta horas sim mas remuneradas e para todos, isto sim seria digno de um país de direito.
 
Um abraço a todos os caros leitores deste blogue.
 
José Viegas