sábado, 22 de dezembro de 2012

“Espaço Social do Enfermeiro”

"Ordem dos Enfermeiros assina Protocolo com Câmara Municipal de Barcelos
Dando cumprimento ao Plano de Atividades para 2012 no que concerne ao ponto 1 – Aproximar a Ordem aos Enfermeiros e Cidadãos, o Conselho Directivo Regional da Secção Regional do Norte (SRN) da Ordem dos Enfermeiros (OE), vem por este meio informar os seus membros, que chegou o momento de assinar o protocolo entre a OE e a Câmara Municipal de Barcelos (CMB) no sentido da criação do “Espaço Social do Enfermeiro”.
Relembramos que este projeto vem do mandato anterior na SRN e, neste mandato, a OE , em particular a SRN, comprometem-se a dar continuidade como forma de proporcionar aos enfermeiros e seus familiares, um benefício marcante de caracter profissional, social e cultural. Esta obra surge como uma aposta num novo paradigma de relacionamento da Ordem com os enfermeiros e cidadãos.
 A assinatura do Protocolo irá contar com a presença do Digníssimo Bastonário e representantes nacionais, daí solicitarmos o envolvimento do maior número de membros e representantes da SRN,no dia 17 de Dezembro pelas 18.30h nos Paços do Concelho (Câmara Municipal de Barcelos)."




Pergunto:

Para que serve?

Será um espaço de férias e lazer para os membros da Ordem ?

Quanto custo aos enfermeiros??...





sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Aprovado as alteração de regimes de trabalho no âmbito do Serviço Nacional de Saúde.




Os Enfermeiros ficam com os suplementos reduzidos para metade!



Aprovado hoje na Assembleia da Republica a alteração de regimes de trabalho no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, ou seja:

"1- Durante a vigência do PAEF, a tabela a que se refere o n.º 2 do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 62/79, de 30 de março, passa a ser a seguinte, aplicando-se a mesma a todos os profissionais de saúde no âmbito do SNS, independentemente da natureza jurídica da relação de emprego":


  
Trabalho
normal
                          Trabalho extraordinário
Trabalho diurno em dias úteis
R (a)
1,125 R- Primeira hora 1,25 R-Horas seguintes
Trabalho nocturno em dias úteis
1,25 R
1,375 R- Primeira hora 1,50 R- Horas seguintes
Trabalho diurno aos sábados depois das 13 horas, domingos, feriados e dias de descanso semanal
1,25 R
1,375 R- Primeira hora 1,50 R- Horas seguintes
Trabalho nocturno aos sábados depois das 20 horas, domingos, feriados e dias de descanso semanal
1,50 R
1,675 R - Primeira hora 1,75 R - Horas seguintes



"(a) O valor R corresponde ao valor hora calculado para a hora de trabalho normal diurno em dias úteis, com base nos termos legais, e apenas para efeitos do cálculo dos suplementos.

2 - É revogado o artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 44/2007, de 23 de fevereiro e as correspondentes disposições legais ou convencionais que remetam para o respetivo regime."

3 - O regime previsto nos números anteriores tem natureza imperativa, prevalecendo sobre quaisquer outras normas, especiais ou excecionais, em contrário e sobre instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho e contratos de trabalho, não podendo ser afastado ou modificado pelos mesmos."


O Orçamento de Estado para 2013 que prevê o corte (para metade!; ver aqui (pág.104)) de todos os suplementos remuneratórios dos Enfermeiros.


Vão asfixiando assim ainda mais o salário da classe de Enfermagem, será que ninguém se manifesta?!..., vergonhoso, não bastava já o corte salarial e os impostos, vão "eles " trabalhar de noite, fins de semana e feriados..., só roubam a quem trabalha, BASTA.


sábado, 20 de outubro de 2012

Lágrimas na partida de enfermeiros emigrantes.


"Lágrimas na partida de enfermeiros emigrantes."


Mais de 20 enfermeiros partiram por terem falta de emprego em Portugal


"Os mais de 20 enfermeiros que partiram esta manhã para o Reino Unido deixaram Portugal com muitas lágrimas. Os jovens saem do país por falta de emprego e desiludidos com o país. 

Pedro Marques, um dos enfermeiro português de 22 anos, antes de partir deixou uma carta ao Presidente da República e pediu-lhe para não criar «um imposto» sobre as lágrimas e sobre a saudade, noticia a Lusa.

«Quero despedir-me de si», lê-se na missiva do enfermeiro portuense, enviada hoje a Cavaco Silva e que tem como título «Carta de despedida à Presidência da República».

O enfermeiro Pedro Marques, que diz sentir-se «expulso» do seu próprio país, implora a Cavaco Silva para que não crie um «imposto sobre as lágrimas e muito menos sobre a saudade» e apela ao Presidente da República para que permita poder regressar um dia a Portugal. 

«Permita-me chorar, odiar este país por minutos que sejam, por não me permitir viver no meu país, trabalhar no meu país, envelhecer no meu país. Permita-me sentir falta do cheiro a mar, do sol, da comida, dos campos da minha aldeia», lê-se.

Em entrevista à Lusa, Pedro Marques conta que vai ser enfermeiro num hospital público de Northampton, a 100 quilómetros de Londres, que vai ganhar cerca de 2000 euros por mês com condições de progressão na carreira, mas diz também que parte triste por «abandonar Portugal» e a «família».

Na mala, Pedro vai levar a bandeira de Portugal, ao pescoço leva um cachecol de Portugal e como companhia leva mais 24 amigos que emigram no mesmo dia

Mónica Ascensão, enfermeira de 21 anos, é uma das companheiras de Pedro na diáspora.

«Adoro o meu país, mas tenho de emigrar, porque não tenho outra hipótese, porque quero a minha independência, quero voar sozinha», conta Mónica, emocionada, pedindo ao Presidente da República e aos governantes de Portugal para que «se preocupem um pouco mais com a geração que está agora a começar a trabalhar».

«Adoraria retribuir ao meu país tudo aquilo que o país deu de bom», diz, acrescentando que está «zangada» com os governantes, porque o «país não a quer mais».

Pedro Marques não pretende que o Presidente da República lhe responda. 

«Sei que ser político obriga a ser politicamente correto, que me desejará boa sorte, felicidades. Prefiro ouvir isso de quem o diz com uma lágrima no coração, com o desejo ardente de que de facto essa sorte exista no meu caminho», lê-se na carta de despedida do filho de uma família de emigrantes que se quis despedir de Cavaco Silva."


Fonte:TVI24


É triste mas é a dura realidade, às centenas largas de enfermeiros que estão em Portugal e não têm emprego é ainda mais triste. A todos o blogue deseja a melhor sorte do mundo. Lutem, não desistam pois desistir de lutar é perder...

José Viegas

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Enfermeiros vão definir com Ministério concurso a abrir no final de Setembro.


"O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses vai reunir-se com o Ministério da Saúde em setembro para definir alguns pontos do concurso, que deverá abrir no final do próximo mês, para contratar 750 profissionais a 1.200 euros mensais."




" Guadalupe Simões, disse hoje à agência Lusa que a proposta do Ministério, apresentada aos representantes destes profissionais em julho, "não é suficiente porque se prevê que existam cerca de 1.600 enfermeiros numa situação precária de emprego".
Por outro lado, "não permite o aumento do número de efetivos dos serviços de acordo com as suas necessidades", apontou a dirigente sindical que reconhece, no entanto, ser "um passo em frente na tentativa de resolver este problema".
E o Governo "assumiu que, se este concurso não resolver todas as situações, abrirá novo concurso no início do próximo ano", avançou ainda Guadalupe Simões.
Questões como os termos de abertura do concurso, o número de vagas distribuídas por instituição, ou se será nacional, serão definidos nas reuniões entre Governo e sindicato, que vão decorrer durante a primeira quinzena de setembro.
A expetativa dos enfermeiros é que seja possível abrir o concurso no final de setembro.
O compromisso assumido pelo ministro da Saúde e secretário de Estado da Administração Pública "veio no seguimento da denúncia do Sindicato sobre a forma de contratação de enfermeiros na ARS [administração regional de saúde] de Lisboa e Vale do Tejo e dos miseráveis 3,96 euros propostos como valor hora", recordou a sindicalista.
Segundo Guadalupe Simões, Paulo Macedo assumiu que "ia abrir um concurso externo de ingresso para 750 vagas, o que iria permitir que os enfermeiros contratados através de empresas de subcontratação ou em prestação de serviços e profissionais no desemprego possam vir a entrar nos mapas de pessoal da Administração Pública".
Assim, qualquer enfermeiro que não tenha vínculo definitivo de emprego público pode concorrer.
O valor a pagar pelo trabalho dos enfermeiros contratados através do concurso "teria de ser pelo valor mínimo da carreira de enfermagem que é 1.200 euros", apontou.
Guadalupe Simões avançou ainda que outro compromisso assumido por parte do Ministério da Saúde foi enviar uma proposta para a eventualidade de, mesmo depois do concurso, ser necessário recorrer a serviços de empresas de subcontratação "negociar cláusulas de salvaguarda para que não se volte a repetir a situação que sucedeu em Lisboa e Vale do Tejo."


Fonte: RTP

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Ordem de Enfermeiros reitera necessidade de dotações seguras nos serviços.




"A Ordem dos Enfermeiros garantiu hoje que continuará a lutar junto dos decisores políticos até que o número mínimo de enfermeiros nos serviços de saúde esteja assegurado, ainda que o Governo tenha autorizado novas contratações.


O bastonário Germano Couto, “apesar de louvar o compromisso assumido publicamente pelo ministro Paulo Macedo”, diz manter, no entanto, “a preocupação relativamente à necessidade de ter dotações seguras de enfermeiros nos serviços de saúde, aspecto pelo qual a Ordem dos Enfermeiros continuará a pugnar junto dos decisores políticos”, refere um comunicado da Ordem, hoje divulgado. 


O documento lembra como o ministro da Saúde anunciou que, a título excepcional, o Governo vai permitir a contratação de 750 enfermeiros, remunerados com um salário na ordem dos 1.200 euros mensais, “acabando assim com a polémica gerada no seio da classe, dado os enfermeiros estarem a ser contratados a 3,96 euros por hora”. 


“Estou certo que a concretização deste anúncio por parte do ministro da Saúde irá conferir uma maior estabilidade aos profissionais que forem contratados, salvaguardando assim a continuidade dos cuidados de enfermagem aos utentes e a qualidade do exercício profissional, que tanto temos vindo a defender”, assinala Germano Couto. 


O bastonário destaca ainda que “as contratações agora anunciadas far-se-ão dentro dos valores da tabela remuneratória da carreira de Enfermagem”, para além de contrariarem “o recurso a empresas de subcontratação que praticam montantes indignos e ofensivos atendendo à diferenciação profissional dos enfermeiros”. 


Para a Ordem, esta medida “tem ainda a virtude de facilitar a mobilidade dos enfermeiros para os locais onde estes são absolutamente necessários, podendo vir a beneficiar, nomeadamente, os Cuidados de Saúde Primários”. "

Fonte: Público.